SÃO PAULO – Em ato realizado por meio de assinatura eletrônica no último dia 16 de setembro, foram oficialmente empossados os representantes eleitos para o Conselho Deliberativo da Cabesp. Entre os novos membros estão os titulares Djalma Botelho e Mario Raia, além dos suplentes Jarbas de Biagi e Vera Marchioni — nomes que contaram com o apoio expressivo das associações representativas da categoria.
Apesar da formalização dos cargos, a cerimônia foi marcada por um forte tom de protesto. Os conselheiros eleitos enviaram um documento oficial à instituição registrando indignação com o processo que culminou na criação do conselho, iniciado na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de junho deste ano.
Posse não significa validação, alertam conselheiros - O cerne da contestação gira em torno de uma reforma estatutária promovida de forma unilateral pela Cabesp e pelo banco Santander. Segundo as entidades representativas, as mudanças foram feitas à revelia dos associados e aprovadas em um plebiscito com participação considerada irrisória. O estatuto atual, inclusive, encontra-se sub judice (sob análise judicial) e sem registro em cartório devido aos questionamentos legais.
Mário Raia, eleito com 1.995 votos, enfatizou que a participação no órgão não legitima as decisões da diretoria. Para garantir o respaldo jurídico da atuação do grupo, o termo de posse foi acompanhado de uma ressalva explícita: ”A assinatura do termo de posse e o exercício do mandato não implicam concordância, reconhecimento ou convalidação das alterações estatutárias objeto de discussão judicial, tampouco representam renúncia a qualquer direito, medida ou manifestação relacionada à validade, eficácia ou regularidade dessas alterações”, destaca o documento assinado por titulares e suplentes.
Próximos passos e desafios - As associações e sindicatos reforçam que a unidade entre as entidades será crucial nos próximos meses para enfrentar as medidas da gestão do Santander na Cabesp. Embora o estatuto vigente seja alvo de contestação, os ritos burocráticos continuam. De acordo com o artigo 69 do documento regulatório, a primeira reunião do Conselho Deliberativo deve ser convocada em até 30 dias após a posse — estipulando o prazo limite de 16 de outubro.
Assim que instalado, o conselho terá como primeira e desafiadora missão analisar e ratificar todos os atos praticados pela Diretoria Executiva desde julho de 2026, o que promete manter o clima de tensão e vigilância ciosa por parte dos representantes dos associados.
(Fonte: Da Redação _ Com informações da Afubesp)